sábado, 4 de agosto de 2012

Sequência de Fibonacci


Fibonacci (Leonardo de Pisa) foi um matemático italiano considerado um dos maiores matemáticos da Idade Média, ficou conhecido pela descoberta da "Sequência de Fibonacci" por volta de 1202 D.C que foi publicado em seu primeiro livro "Liber Abaci" descrito como Problema dos Coelhos e pelo papel que desempenhou na introdução dos algarismos arábicos na Europa.

A Sequência de Fibonacci é bem simples, como o par adulto produz um par novo a cada 30 dias, no início do segundo mês existirão dois pares de coelhos, sendo um par de adultos e outro de coelhos jovens, assim no início do mês 1 existirão 2 pares: 1 par adulto + 1 par recém nascido. No início do 3o. mês o par adulto produzirá de novo mais um par enquanto que o par jovem terá completado 1 mês de vida e ainda não estará apto a produzir, assim no início do terceiro mês existirão três pares de coelhos, sendo: 1 par adulto + 1 par com 1 mês de idade + 1 par recém nascido.

No início do 4o. mês, existirão dois pares adultos sendo que cada um já produziu um novo par e um par novo que completou 1 mês, logo teremos 5 pares: 2 pares adultos + 1 par com 1 mês + 2 pares recém nascidos.

No início do 5o. mês, existirão três pares adultos sendo que cada um já produziu um novo par e dois pares novos que completaram 1 mês de vida, assim teremos 8 pares: 3 pares adultos + 2 pares(1 mês) + 3 pares recém nascidos.

No início do 6o. mês, existirão cinco pares adultos sendo que cada um já produziu um novo par e três pares novos que completaram 1 mês, assim existirão 13 pares: 5 pares adultos + 3 par com 1 mês + 5 pares recém nascidos.

Tal processo continua através dos diversos meses até completar um ano. Observa-se esta formação no gráfico com círculos, mas também pode-se perceber que a sequência numérica, conhecida como a sequência de Fibonacci, indica o número de pares ao final de cada mês: {1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, ...}

Veja na ilustração abaixo dois exemplos que podem ser gerados através dessa sequência:




ligando os cantos de vários retângulos temos uma linha

O mesmo exemplo em uma plicação real

A publicidade utiliza muito essa sequência ou também a Proporção Áurea para garantir resultados mais significativos e proporcionais. Dessa forma cada linha tem um significado e encontramos um posicionamento adequado para os elementos de nossos trabalhos.

domingo, 8 de julho de 2012

Livro propõe alternativas para melhorar design e impacto de estacionamentos

Com estimados 600 milhões de carros existentes no mundo, é necessária uma nova atitude em relação aos espaços para guardá-los, com estacionamentos mais agradáveis e de menor impacto ambiental, defende um livro recém-lançado por um professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Segundo Eran Ben-Josep, professor de arquitetura e planejamento no MIT, o número de carros em circulação está crescendo rapidamente, principalmente por causa da demanda de economias emergentes como China e Brasil - e a despeito de preocupações ambientais.

Nos EUA, a área ocupada por carros estacionados equivale à superfície de Porto Rico (8,9 mil quilômetros quadrados), segundo estimativas conservadoras. Para Ben-Josep, essa área pode ser ainda maior, de 12,1 mil quilômetros quadrados, mais do que o território da Jamaica ou do Catar.

Em seu livro, ReThinking a Lot ("Repensando o Espaço", em tradução livre), Ben-Joseph lembra que, em lugares como os EUA, muitos shoppings, cinemas e arenas esportivas têm ao lado um grande estacionamento que frequentemente passam boa parte do tempo com apenas metade da capacidade preenchida. São, na opinião do autor, "um mar de asfalto".

Entre suas sugestões para melhorar os estacionamentos e seu impacto, ele sugere começar com projetos urbanísticos melhores, que tornem os locais um ícone de design e um motivo de orgulho em suas cidades.

Um exemplo bem-sucedido disso é o premiado estacionamento do shopping center Bluewater, nos arredores de Londres.

O autor do projeto, Eric Kuhne, diz que "não há desculpas para (quem constrói) estacionamentos opacos".

"No Bluewater, há duas árvores para cada três carros, e escolhemos árvores que deem flores brancas na primavera e folhas brilhantes no outono. O estacionamento vira um mar de cores", afirma Kuhne.

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sábado, 24 de março de 2012

Votação do Projeto de Lei sobre a Regulamentação dos designers no Brasil


Na manhã de 21 de março de 2012 diversos designers e representantes de associações profissionais do país – trajando camisetas amarelas distribuídas pela Adegraf – participaram da votação do projeto de Lei 1391/2011 pela Regulamentação da Profissão de Designer na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público – CTASP.

A grande maioria dos membros titulares da CTASP estava ciente do projeto por conta das milhares de mensagens recebidas de todas as partes do Brasil – alguns deputados contabilizaram mais de 300 emails nos dois dias anteriores a sessão – e já haviam manifestado seu apoio ao projeto de lei.

A votação, entretanto, foi adiada para a próxima quarta-feira 28 de março por questões levantadas pelos deputados Sandro Mabel  (PMDB/GO) e Roberto Santiago (PSD/SP) relativas a reserva de mercado, o período de transição (uma "anistia" para os profissionais não formados já atuantes no mercado) e uma suposta necessidade de que a regulamentação da profissão estivesse atrelada a criação de um Conselho de Regulamentação Profissional. O objetivo destes questionamentos, segundo eles, é incluir substitutivos no projeto de lei para que este se adeque melhor as exigências da Comissão de Constituição e Justiça, para onde o projeto seguirá após a aprovação na CTASP.

É importante deixar registrado que pela aprovação imediata do projeto tivemos o apoio dos deputados Efraim Filho (DEM/PB – relator do projeto que deu parecer favorável e o apresentou nesta sessão), Andreia Zito (PSDB/RJ – que apresentou juntamente com Efraim Filho o requerimento conhecido como "inversão de pauta" para que o projeto fosse votado prioritariamente), Flávia Morais (PDT / GO) e Mauro Nazif (PSB / RO), que apresentaram argumentos refutando seus colegas. Tivemos ainda declarações de apoio dos deputados Walney Rocha (PTB/RJ), Silvio Costa (PTB/PE) e do autor do projeto José Luiz Penna (PV-SP), que esteve presente articulando o apoio dos demais deputados, e certamente deixamos uma impressão em todos os membros da comissão – o que facilitará os próximos passos desta empreitada.

No momento estamos todos trabalhando junto aos gabinetes dos deputados Efraim Filho, Penna e Roberto Santiago para que o texto receba as modificações necessárias e possa ser finalmente aprovado.

Aos colegas dos outros estados, agradecemos as manifestações de apoio por email e pelas redes sociais – o blog da Adegraf teve cerca de 3000 acessos desde que anunciada a votação do projeto.

Conheça o Projeto de Lei http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=502823

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Favo Verde - Ganhador do If Gold 2012

Fonte: http://www.designbrasil.org.br/noticias/projeto-brasileiro-leva-if-gold-o-oscar-do-design-mundial
O "Favor Verde" é uma criação do designer Paranaense radicado em Maceió, Eduardo Franco Queiroz, um dos 18 vencedores brasileiros do iF Product Design Award 2012, selo internacional de excelência em design considerado "o Oscar do design mundial", entregue oficialmente em cerimônia no último dia 10, em Munique, na Alemanha.
O Favo Verde foi desenvolvido ainda durante seus estudos em Curitiba, o Favo Verde surgiu a partir de uma aula na qual ele aprendeu que a grama é um dos vegetais que mais liberam oxigênio e absorvem gás carbônico da atmosfera. Entendendo a redução dos espaços verdes horizontais das metrópoles, o desafio do estudante foi pensar em formato e estrutura que permitissem o cultivo da área verde, cada vez mais escassa, "sem ocupar espaço". Foi assim que, para um trabalho sobre o tema, ele propôs a estrutura vertical. À época, no entanto, o projeto era diferente, feito de cerâmica, bem diferente do modelo atual, feito a partir de fibra de coco.


"Obviamente, houve descrédito", admite Queiroz, "hoje temos intimidade com conceitos como 'sustentabilidade' e 'inversão térmica', coisas que nem passavam por nossa cabeça, naquela época". De acordo com ele, a preocupação era com a busca por novos espaços e soluções para a área verde e o formato vertical veio a calhar. Mais que isso, ela se apresentou como um ótimo isolante termoacústico, além de ser uma peça bonita, propriamente dizendo. Mesmo assim, apesar de todos os benefícios, não havia interesse em dar continuidade ao projeto. Ao menos, não por parte dos outros envolvidos com a ideia na época.


Quinze anos se passaram e Queiroz, já formado e morando em Maceió/AL, começou a desenvolver uma pesquisa relacionada a resinas orgânicas. Foi assim que ele descobriu a fibra de coco como alternativa resistente e sustentável para a construção de materiais. Não demorou até que ele relembrasse o antigo projeto, agora com uma visão madura, ampliada por anos de experiência profissional e muita pesquisa. A opção foi pelo lançamento de protótipos, que seriam expostos em feiras. O sucesso imediato, no entanto, alterou os planos do designer, que lançou o produto comercialmente por sua empresa, a Fibratom.

"Tudo o que fizemos foi acreditar no projeto como uma boa solução – até mesmo a inscrição no iF foi uma decisão baseada na crença da qualidade e na importância do meu projeto", explica Queiroz. No entanto, mesmo acreditando em seu produto, o designer não consegue esconder que ficou surpreso com a notícia de que seria laureado entre "os melhores dos melhores". "O iF Gold foi, sim, uma surpresa: não porque achasse que não merecia, mas porque é realmente algo notável estar entre os melhores do mundo com um projeto que me acompanha há tanto tempo. É muito gratificante!"

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O primeiro Trailer da da história.

Olá pessoal, quanto tempo heim. Desculpem a demora, estava em férias 8)
Hoje vou falar sobre a Coluna de Trajano, elá é um monumento Romano criado pelo arquiteto Apolodoro de Damasco no ano 113 D.C. Ela tem aproximadamente 30 metros de altura mais oito metros de pedestal, perfazendo 38 metros de altura. Constituída por vinte blocos de mármore, cada um pesando 40 toneladas, e um diâmetro de quatro metros. No seu interior, uma escada em espiral com 185 degraus dá acesso à plataforma do topo, de onde se obtém uma vista periférica da zona.
Inicialmente havia uma estatua de uma águia no topo, que foi logo substituída por uma estátua alusiva ao próprio imperador, infelizmente ela foi roubada ou destruída na idade média e em 1588 colocaram uma estatua de São Pedro pelas ordens do Papa.
Mais o principal são as figuras ao longo da coluna, que contam em detalhes a vitória dos Romanos sobre o povo Dácio, cada cena é separada por uma arvore, o que era bem revolucionário para época, e dependendo do angulo conseguiremos observar um resumo formado pelas figuras alinhadas uma em cima da outra.
A narrativa da coluna é feita através de diversas cenas em mármore que descrevem aspectos geográficos, logísticos e políticos da campanha. Mas o que sobressai de toda a representação é a magnanimidade do imperador, que acolhe os vencidos com generosidade. O imperador é mostrado como o grande protagonista que dirige e orienta os trabalhos, intervém nas batalhas e acode nas situações complicadas.


Espero que tenham gostado e bem vindos novamente.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mistura mortífera. Philippe Starck

Para quem não conhece, Philipe Starck é um conceituadíssimo criador / designer / arquiteto francês que tem mexido com a imaginação internacional com seus produtos e espaços pouco convencionais.

Filho de um engenheiro aeronáutico, o desejo de criar ele cultiva desde a infância. Muitos anos e protótipos depois, foi contratado para desenhar interiores para o presidente François Mitterrand e o resto é lenda. Hoje, são poucas as áreas do design nas quais ele não tenha se aventurado: de móveis a utilitários. De motos a iates. De interiores de hotéis butique como o Royalton, em Nova York, o Delano, em Miami, e o Fasano Rio à direção artística de peças de teatro.
Muito antes de virar moda, a ecologia já ocupava o centro de suas preocupações. Não surpreende, portanto, que o tema seja sua principal motivação sempre que o Brasil lhe vem à mente. "Gostaria de imaginar soluções para o país da era pós petróleo, quando o próprio plástico será post", diz ele, nesta entrevista exclusiva para o Casa, às vésperas de visitar São Paulo para o lançamento nacional, na próxima quarta-feira, da cadeira Masters, da italiana Kartell.
Uma de suas criações é a cadeira Masters, para esse trabalho Philippe resolveu misturar três cadeiras e criar uma nova.

Veja o que ele diz a respeito:

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Profissionalismo e ética.

Não precisamos falar muito dessas duas palavras, mais ainda encontramos pessoas que insistem em se "achar" melhor do que outras.
Conheço pessoas que simplesmente emanam conhecimento, que pelo simples fato de chegarmos perto já aprendemos alguma coisa, mais infelizmente também conheço algumas pessoas como essa criatura que aparece no vídeo a seguir, que por conhecer (o que não quer dizer necessariamente saber do assunto) algumas coisas se achou no direito de debochar de alguém preparado sobre o assunto, e acabou levando a pior. Assistam e deixem seus comentários.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Irmãos Campana reúne algumas peças na mostra "Anticorpos" em São Paulo.

Há quem considere as obras dos designers Fernando e Humberto Campana surrealistas. Uma cadeira feita de bichos de pelúcia pode parecer infantil, diz Humberto, mas ela tem lá algo de "perversidade". A poltrona Banquete (2002) é como uma pequena selva de animais para se sentar. Já outra peça, Cabana (2010), remete às ocas indígenas, é feita de ramos de palha e temos de abrir essa cobertura para entrever - ou usar - as prateleiras de seu interior. Certo "choque estético", "benéfico", como já afirmou o crítico Marco Romanelli sobre as obras dos irmãos Campana, tornou-se a marca de originalidade que fez da dupla a mais famosa do design brasileiro. Foram anos para os irmãos criarem, enfim, uma "linguagem", cheia de ramificações e do uso de materiais inusitados.


Agora, as peças Banquete e Cabana entre quase 180 obras dos designers paulistas - diga-se, surrealistas também, como o sofá Jacaré, por exemplo, e outras nem tanto - estão reunidas em uma retrospectiva que apresenta a trajetória da dupla, a mostra "Anticorpos - Fernando e Humberto Campana - 1989-2009", que será inaugurada amanhã no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo. "É uma exposição focada nos processos criativos", diz Humberto, de 58 anos. "Muito dos métodos vem das descobertas, dos erros - materializar o erro é o mais difícil, é uma obra que beira o acaso, mas tem engenharia", completa Fernando, de 50 anos. Consagrados pela experimentação e por unirem o aspecto artesanal na criação de suas obras, os irmãos afirmam carregar uma "curiosidade" que já os instigava desde a infância no interior paulista, nas cidades de Rio Claro e de Brotas.

Retrospectiva preparada pelo museu Vitra Design de Weil am Rhein, na Alemanha, a exposição foi inaugurada em 2009 na instituição alemã. Desde então, vem percorrendo a Europa e o Brasil - já foi apresentada em Vila Velha (ES) e em Brasília. Depois de São Paulo, "Anticorpos" seguirá para o Rio e mais adiante, ainda, para Argentina, Chile, EUA e Ásia. "A cada montagem a exposição se contemporaniza com novas peças", diz Fernando Campana.

Com curadoria de Mathias Schwartz-Clauss, do Vitra Design, a mostra trava como marco 1989, quando os irmãos realizaram a primeira mostra, no espaço Nucleon 8, na Vila Madalena. A exposição tinha um título provocativo, "Desconfortáveis", com obras que remetiam a cadeiras e poltronas de ferro. "Não queríamos fazer cadeiras, mas esculturas, uma instalação, algo contrário ao período que passamos pela ditadura militar, de ver pelo erro, pelo torto", diz Fernando. Um conjunto desses trabalhos está na retrospectiva, entre elas, as cadeiras Negativo e Positivo (1988) e Martelo (1989).

A mostra, assim, se segue, mas não de forma cronológica. Concebida a partir de núcleos que destacam questões próprias da linguagem dos Campana - como o agrupamento de materiais (banais ou não), a fragmentação, as formas orgânicas, os planos flexionados, os objetos de papel, os objets trouvés, os nós, as varetas, os híbridos, os emaranhados de linhas -, a exposição ainda ''pincela'' objetos pessoais dos designers.

Sem dúvida, o marco da trajetória dos Campana foi a criação da poltrona Vermelha (1993). Em 1998, a marca italiana Edra decidiu produzir em série a peça feita com cordas de algodão tingidas. Fato que tornou famosa a obra e a dupla internacionalmente. A obra foi adquirida pelo MoMA de Nova York e, para se ter ideia, a Vermelha é vendida no Brasil pela Firma Casa por 12 mil. "É raro ver um design produzido em massa no Brasil, ainda não conseguimos", diz Humberto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja mais alguns produtos dos artistas: